Caminhões passam a disponibilizar opções de comida de rua em SP

Escrito por Leofesta

Conhecidos como “food trucks”, carros servem pratos nas ruas.
Jovens empresários passam vários meses para deixar tudo pronto.
Uma moda que existe há muito tempo lá fora, está começando a pegar em São Paulo. São os "food trucks", furgões que vendem comida na rua.


O decreto que define as regras para vender comida na rua, em São Paulo, inclusive em furgões, tem pouco menos de um mês. Para comercializar desse jeito, o dono do negócio precisa de uma autorização da Prefeitura de São Paulo, que está sendo concedida aos poucos, e o veículo ser aprovado pela vigilância sanitária.
Entre os furgões, há cachorro quente, churros e massas. A cada noite, cerca de 150 pessoas passam para comer em um ponto próximo a uma importante avenida da Zona Oeste da capital paulista. E já estão começando a surgir na cidade os chamados "food parks", que são lugares que reúnem vários desses furgões de comida.
Parece quermesse. Gente para lá e para cá mandando ver na comilança. O pastel, quentinho, servido ali, na hora, vem de um negócio chamado “food truck”. Em inglês, quer dizer algo, mais ou menos, como “comida no caminhão”.
Em São Paulo, a moda começou a pegar. Ainda não tem lá os grandões, mas os compactos mostram bem a que vieram. “O furgão foi todo adaptado à estrutura de barco”, conta a empresária Manoa Steinberg.
De um espaço reduzido, saem sanduíches naturais e sucos gourmet. A ideia é trazer o gourmet para a rua de forma mais leve. Do lado de onde vende sanduíche natural, de repente pode ser ouvido um violino. No meio da rua, o som vem do caminhão.
“Em um caminhão só, você tem sorvete, fondue, violino, tem de tudo”, diz o empresário Alcebíades Baesa.
Para brindar com os amigos, é oferecido um vinho de Mendoza, na Argentina. São várias adegas que a dona leva para onde quiser. “Arrasta o carrinho no carro e vamos para os eventos. Vai rodando o nosso trailler”, afirma a empresária Josimara Janjacomo.
Os jovens empresários passaram oito meses montando o negócio. “Até a gente decidir o produto, fazer a compra do carro, fazer a adaptação, fazer os testes com a família, demorou. Mas hoje ela agradeceu bastante”, conta o empreendedor Osmar Silvestre.
Crepe vai, crepe vem. O lance é ir onde o público está e, quem sabe até rodar por todo o Brasil. “Um ponto fixo tem a desvantagem de não poder acompanhar o público. Por isso, que a gente optou por um ‘food truck’. Então, andar por aí é o nosso sonho mesmo”, argumenta o empreendedor Diego Pereiro.

Fonte: G1

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